De São Mateus à COHAB 2: tecnologias compartilhadas…

Em parceria mobilizada pelo Fórum de Cultura da Zona Leste (FCZL), o São Mateus em Movimento desenvolveu um curso intensivo em mapeamento colaborativo para agentes comunitários, coletivos, pontos de cultura e pesquisadores.

Capa oficina

Durante o mês de maio aconteceu uma intensa troca de conhecimentos e tecnologias na zona leste de São Paulo. Proporcionada por uma oficina de formação em Mapeamento Colaborativo,  um trabalho do São Mateus em Movimento em parceria mobilizada junto ao FCZL com os pontos de Cultura HIP HOP Mulher e CPDOC Guaianás.

Os encontros aconteceram em uma das suas quebradas mais conhecidas, a COHAB 2 localizada no distrito de José Bonifácio, local onde se encontra a Ocupação Cultural CORAGEM. Um espaço de resistência que desde o início de 2016 promove uma diversa programação cultural, com destaque a exposições de artistas visuais reconhecidos, sendo que uma delas, do artista Alex Hornest, foi o o cenário que trouxe inspiração aos encontros..

Além dos pontos de cultura e da ocupação cultural citados, estavam presentes também membros de outros coletivos culturais como o Familia Stronger, No Batente e Porto de Luanda, além de pesquisadores e agentes culturais comunitários.

A oficina foi composta por encontros de formação teórica e, principalmente, prática. Com foco em softwares e ferramentas livres voltadas ao mapeamento colaborativo. O objetivo principal – que motivou a idealização dos encontros – era de compartilhar instrumentos para fortalecer as ações dos pontos de cultura parceiros e a articulação territorial de outros coletivos e agentes culturais da zona leste.

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No primeiro encontro exploramos a cartografia  – a ciência dos mapas – a partir de sua dimensão política, compreendendo os mapas como instrumentos de poder. Além disso os participantes puderam conhecer outras possibilidades e utilização dos mapas (para além da dimensão exclusivamente ténica), proporcionadas pela lógica do mapeamento colaborativo (ou cartografia social).

Foto Oficina 4

Os próximos encontros tiveram ênfase na experimentação digital. Primeiramente com o QGis, um software livre considerado a melhor ferramenta open source de georreferenciamento. Em um segundo momento, a ferramenta utilizada foi o CARTO, plataforma online para mapeamento e análise de dados geoespaciais. Os participantes aprenderam a utilizar os recursos básicos de e como inserir dados públicos disponíveis no portais Geosampa e SPCultura em ambas as ferramentas.

Foto Oficina 3

No úlltimo dia de oficina a proposta era colocar a “mão na massa”, ou seja, os participantes aplicarem os conhecimentos adquiridos durante os encontros em seus projetos pessoais ou coletivos. A galera se envolveu e “trampou” de verdade! Entre os mapas produzidos ao longo do dia se destacaram:

(i) o levantamento realizado pelo Ponto de Cultura CPDOC do patrimônio material e dos espaços culturais da região de Guaianases, Cidade Tiradentes e Lajeado;

Projeto CPDOC

(ii) o trabalho do agente comunitário Pablo Paternostro, que elaborou um arquivo (.shp) com o recorte da cidade de São Paulo de acordo com a proposta de regionalização proposta no Plano Municipal de Cultura;

Projeto Pablo

(iii) a parceria entre os agentes culturais comunitários Matheus e Kido (Família Stronger) que elaboraram um mapa comparativo (entre Pinheiros e extremo leste da cidade) dos equipamentos culturais (dados encontrados no Geosampa) e agentes culturais (dados encontrados no SPCultura).

Mapa Kido

(iv) o mapa dos agentes e espaços culturais da subprefeitura de Itaquera, elaborado pelo agente cultural e morador da COHAB 2, Edgarus Orae.

Projeto Edgard

Conexão São Mateus – Itaquera: fortalecimento mútuo.

Parceria entre os Pontos de Cultura São Mateus em Movimento e Humaitá, proporciona oficinas de mapeamento colaborativo, cultura digital, gestão de projetos e comunicação criativa para agentes culturais da região de Itaquera.

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Fruto do projeto “Territórios, Redes e Práticas Coletivas” – viabilizado pelo edital redes e ruas, da prefeitura de São Paulo – que busca fortalecer a rede municipal de pontos de cultura e seus territórios de atuação. As oficinas foram realizadas na ocupação foram a primeira etapa de um ciclo que contempla sete pontos de cultura, no Núcleo Socioambiental Humaitá.

Ao todo, participaram das atividades oito agentes culturais, entre eles alguns representantes do coletivo Sucatas Ambulantes, estudantes universitários, representantes do conselho participativo, artistas e produtores. As atividades foram divididas em quatro módulos, de duas aulas cada um, totalizando oito encontros de formação.

  • 22 e 29 de out.: mapeamento colaborativo (educador: Aluízio Marino)
  • 26 de out. e 02 de nov.: cultura digital e periferia (educador: Kadu Braga)
  • 9 e 19 de nov.: comunicação criativa (educadores: Priscila Ludwig e Arthur Cruvinel)
  • 5 e 12 de nov.: gestão cultural na prática (educador: Aluízio Marino)

O primeiro módulo, as oficinas de mapeamento colaborativo, explorou os conceitos de cartografia com ênfase na dimensão social e cultural. Foram apresentadas diferentes aplicações e possibilidades, através de exemplos de trabalhos desenvolvidos por coletivos e movimentos sociais latino-americanos.

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Cabe destacar o grande interesse da turma pelo tema, um dos participantes inclusive já vinha desenvolvendo um levantamento dos lugares do samba rock no estado de São Paulo. Um possível desdobramento será a elaboração de um mapa dos grupos de cultura tradicional da zona leste, que o coletivo Sucatas Ambulantes pretende desenvolver utilizando o suporte abaixo, desenvolvido durante as oficinas:

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O interesse da turma pela temática da cartografia foi tão grande, que o segundo módulo de oficinas, “cultura digital e periferia”, estabeleceu um dialogo direto. O primeiro encontro trouxe uma abordagem sócio-histórica sobre a prática do mapeamento. Após a exposição do educador Kadu Braga, os participantes foram estimulados a realizar um debate, envolvendo temas como “periferia”, “mapeamento”, “poder”, “ferramentas digitais”, “resistência” e “controle”.

No segundo encontro: “mão na massa”! Cada participante teve uma semana para pensar qual seria o mapa que ele/ela gostaria de produzir, pensando de acordo com as necessidades de seus projetos e/ou coletivos.

Assim, surgiram ótimas propostas, que já, ao fim da oficina, estão aptas a integrarem tanto um plano de gestão de algum pólo cultural, como compor processos de divulgação e interação com os visitantes de cada lugar.

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As oficinas de gestão cultural tiveram uma abordagem prática e dinâmica, onde os participantes puderam criar uma estrutura lógica para seus projetos, partindo da identificação de demandas/problemas/conflitos até a definição das atividade e recursos necessários. A metodologia foi aprovada pelos participantes, contemplando tanto os que tem mais experiência (com projetos aprovados em editais) como aqueles os que estão elaborando seu primeiro projeto.

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Nos encontros de Comunicação Criativa foram levantadas as principais demandas de comunicação dos participantes. Para tanto a parte inicial da oficina contemplou uma dinâmica, na qual todos elencaram suas necessidades específicas. A partir da dinâmica, foi possível identificar as oportunidades e desafios, que giram em torno de temas com a “articulação entre grupos e agentes culturais”, a “divulgação de atividades” e a “diálogo comunitário”.

Além disso, durante os encontros foram apresentadas ferramentas online, de uso livre, para criação de apresentações criativas e materiais gráficos de comunicação.

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Como desdobramento da oficina, a equipe de gestão do Ponto de Cultura Humaitá deu o ponta-pé inicial para o desenvolvimento de um projeto de financiamento colaborativo, para aquisição de receita recorrente. O resultado prático das oficinas de Comunicação Criativa do Ponto de Cultura São Mateus em Movimento, fruto desse mesmo edital, contribuiu na criação de uma planilha online de uso livre, que calcula a quantidade necessária de doadores para cumprir as metas financeiras estabelecidas em projetos. Disponível em: https://goo.gl/sMbS0p

 

Texto: Aluízio Marino, Arthur Cruvinel, Kadu Braga e Priscila Ludwig.

 

Setembro em diversos movimentos.

No mês de setembro as ações do São Mateus em Movimento ganharam novos colaboradores para fortalecer na programação, e nós também fomos fortalecer outros coletivos.

Começando com a Oficina de Mapeamento Colaborativo, uma parceria com a Casa de Cultura de São Mateus. Cada encontro foi realizado em um espaço dos envolvidos, o foco foi construir uma cartografia cultural e evidenciar memórias, resistências e processos criativos do bairro de São Mateus. O processo da construção contou com ferramentas digitais e analógicas, os facilitadores desta oficina foram os agentes culturais, Aluizio Marino e Diego Farisan.

mapeamentoParticipantes da Oficina de Mapeamento Colaborativo em ação

Ensaio Geral Bandas –como espaço cultural, o São Mateus em Movimento é aberto para todxs que quiserem utiliza-lo. Em setembro bandas de rock e reggae puderam realizar um show na edição bandas do evento Ensaio Geral.

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Banda Benigna foi uma das bandas que se apresentou no dia.

A 6ª edição do projeto Batuque de Quebrada contou com um cortejo de Afoxé pelas ruas do Vila Flávia. Contamos com a presença do grupo Filhos do Cacique, do bairro Jardim Imperador.

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Batuque de Quebrada

Tivemos a primeira parte das oficinas de comunicação criativa com o pessoal da produtora “Falatu”, está faz parte do projeto “Territórios e Redes” aprovado pelo edital Redes e Ruas. Os encontros identificam a necessidades dos coletivos culturais na área de comunicação e aborda práticas e conceitos para uma boa estratégia de mídia. Voltada para artistas, agentes, empreendedores e coletivos culturais da zona leste.

c-criativaOficina de Comunicação Criativa.

O São Mateus em Movimento e o CaosArte juntaram-se para realizar a Oficina de sonorização para mulheres, que foi realizada pela técnica de som Glaucia Miranda, que apresentou e explicou todas as demandas de energia, som, cabos, luz e projeção para um evento perfeito.

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As mulheres da comunidade participaram da oficina.

 

As atividades do coletivo Clã Destino estão acontecendo nos últimos domingos do mês, destinadas as mulheres do Vila Flavia. No mês de setembro foi realizada a oficina de boneca de pano com a artesã Lubia Liz, que trouxe a prática e técnicas para confecção e comercialização.

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Texto: Diego Farisan e Gabriele Helena

Fotos: Daniel Oliveira, Diego Farisan e Gabriele Helena

 

 

 

 

 

 

De São Mateus a Ermelino Matarazzo…

Em parceria com o Ponto de Cultura Periferia Invisível, o São Mateus em Movimento realizou uma série de oficinas sobre gestão cultural, mapeamento colaborativo e cultura digital na Ocupação Cultural Ermelino Matarazzo.

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Fruto do projeto “Territórios, Redes e Práticas Coletivas” – viabilizado pelo edital redes e ruas, da prefeitura de São Paulo – que busca fortalecer a rede municipal de pontos de cultura e seus territórios de atuação. As oficinas realizadas na ocupação foram a primeira etapa de um ciclo que contempla sete pontos de cultura, os próximos encontros serão no Núcleo Socioambiental Humaitá.

Participaram das atividades em média dez agentes culturais, representantes de coletivos da região e do entorno, tais como: Periferia Invisível, Muros que Gritam e o Movimento Cultural de Ermelino Matarazzo.

Iniciamos com uma discussão acerca do território, compreendido como o espaço socialmente construído (Milton Santos), onde se formam as identidades e se expressa a diversidade cultural. A partir dessa discussão ampliada foi possível estabelecer um exercício técnico onde, a partir de ferramentas livres de georreferenciamento (QGis), pudemos elaborar um mapa da região de Ermelino Matarazzo, identificando onde estão as “quebradas” e os equipamentos culturais da região.

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O mesmo mapa, elaborado de forma coletiva, foi impresso e serviu como suporte para um exercício de mapeamento colaborativo, onde iniciamos o processo de mapeamento da trajetória e dos coletivos que compõe o Movimento Cultural Ermelino Matarazzo. O mapa se encontra na Ocupação Cultural, caracterizando-se como um objeto interativo, em constante atualização…

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As oficinas de gestão cultural tiveram uma abordagem prática e dinâmica, onde os participantes puderam criar uma estrutura lógica para seus projetos, partindo da identificação de demandas/problemas/conflitos até a definição das atividade e recursos necessários. A metodologia foi aprovada pelo coletivo, contemplando tanto os que tem mais experiência (com projetos aprovados em editais) como aqueles os que estão iniciando.

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A cultura digital permeou todos os encontros, já que utilizamos algumas ferramentas tecnológicas que facilitam o dia a dia dos coletivos. Além disso, realizamos uma discussão acerca da relação entre esse campo específico e a periferia, ampliando o olhar acerca das tecnologias e suas implicações ao território. Para tanto, em um dos encontros exibimos o documentário Freenet, do coletivo Intervozes. A partir do documentário houve um rico debate acerca de temas como: neutralidade, segurança na rede e possibilidades de autonomia tecnológica.

Texto: Aluízio Marino

Fotos: Diego Farisan

 

São mateus em constante movimento

Desfile de moda, roda de conversa, show, vivências e ,muito mais corre no mês de agosto no espaço São Mateus em Movimento.

 

Um dos destaques foi o BRESHOW, o evento organizado pelo grupo de rap feminino Odisseia das Flores. A proposta é misturar a cultura do brechó com shows, além de trazer debates de assuntos atuais, nessa edição o tema foi a questão LGBT. Contamos com a performance da transformista Leandra Gitana, além de um desfile com as crianças e mulheres da comunidade.

desfile-de-moda                                                        Breshow – Odisséia das Flores

 

5º  Edição do Projeto Batuque de Quebrada: Em agosto contamos com uma vivência em pandeiro popular com o educador e músico Lucas Brogiolo. Participaram da vivência muitas crianças da comunidade e também alguns jovens, alguns inclusive membros de coletivos culturais da região. Sendo assim, para além da oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o instrumento, a vivência também foi um encontro inter-geracional.

batuque-de-quebrada                                             (Batuque de Quebrada com Lucas Brogiolo)

 

Festival  11H2 – Edição Graffiti e MC – Dando continuidade aos eventos, o projeto trouxe oficinas de grafitti e MC para os moradores do Vila Flávia. As atividades de graffiti foram coordenadas pelos artistas atuantes na região: Grupo OPNI, QNH e Randal Bone.

11h2                                     Festival 11H2: graffiteiro Randal Bone orienta aluna.

 

 

Oficina de pintura em pano de prato: o Coletivo Clã Destino vem realizando uma série de eventos voltados para a mulher e sua independência. A oficineira Jucélia trouxe técnicas e dicas para que elas possam viver do artesanato.

cla-destino                                             Oficina de Pintura em pano de Prato

 

 

Roda de conversa “Violência contra a mulher”: Ação também realizada pelo Coletivo Clã Destino em parceria com a Casa de Apoio a Mulher Cidinha Kopcak. Trouxe uma discussão sobre todos os tipos de violência que a mulher sofre. A palestrante Ivone trouxe exemplos e propôs uma discussão para conscientizar. 

cla-destino2   Roda de conversa  com o tema “violência contra a mulher”, organizado pelo Clã Destino

 

Estéticas da Periferia: evento idealizado pela Ação Educativa, que mobiliza inúmeros coletivos e espaços culturais nas periferias de São Paulo. Na região de São Mateus,  programação contou com um tour na Favela Galeria, do Grupo Opni, uma intervenção do Sarau Comungar na Biblioteca Gilberto Freyre e o Ensaio Geral, circuito de música periférica organizado pelo São Mateus em Movimento.

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30º Sarau Comungar – nessa edição o Sarau Comungar comemorou três anos de atuação. O encontro contou com a participação da Brigada de Arte da Juventude 5 de julho, da rapper Barah e do grupo afro Fareta Sidibé. Celebrou-se a cultura periférica e africana, a história do sarau e a reafirmação da luta pela transformação social, visando uma sociedade igualitária.

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As Oficinas semanais, são totalmente gratuitas e para participar é só aparecer em nosso espaço. Uma das atividades é desenvolvida pela educadora Edlane Barbosa, que trabalha com reciclagem e arte. A proposta é conscientizar as crianças para a preservação do meio ambiente, a partir dr técnicas que transformam resíduos sólidos, que aparentemente não tem utilidade, em brinquedos ou objetos decorativos…

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Texto: Gabriele Helena e Diego Farisan

Fotos: Anderson Costa, Daniela Cordeiro, Jefferson Gonçalves e Edlane Barbosa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O mês de julho foi movimento: festa julina, exibições de filmes, rodas de conversa e muito mais!

Para comemorar as festividades de São João, realizamos uma grande quermesse de rua na comunidade do Vila Flávia. Foram três dias de festa. O evento contou com o apoio dos moradores, que ficaram responsáveis pelos alimentos e brincadeiras. O São Mateus em Movimento organizou a programação cultural, que contou com shows de rap, reggae, samba e forró.

1                                               Festa Julina São Mateus em Movimento

 

As atividades semanais estão a todo vapor, uma delas é a oficina de bateria com o professor Vinicius D’Assunção, realizada todas às terças-feiras em nosso espaço. A oficina conquistou o público local, principalmente as crianças, que vem demonstrando grande facilidade com o instrumento.

2                                       Oficina de bateria com Vinicius D’Assunção

 

Além dessas, algumas atividades acontecerem em nosso espaço, como:

I – Exibição do documentário “Freenet – até onde vai sua liberdade na internet?”– o documentário traz uma reflexão sobre a rede mundial de computadores e a evolução da tecnologia, também questiona quem governa a rede, até onde somos livres para acessar conteúdos. Após a exibição houve uma roda de conversa com a participação da roteirista Marina Pita, entre os assuntos destacaram-se:

– A recente articulação das empresas pela limitação da internet e os impactos para a população periférica.
– A possibilidade de criação de uma rede mesh em São Mateus.
– Cripotografia e segurança na internet.
– Os impactos da tecnologia no território

3 freenet                                        Roda de conversa com a roteirista Marina Pita

 

II – 4ª Edição do projeto Batuque de Quebrada – esta edição teve a presença do músico percussionista Jesum Biasin que soma 30 anos de carreira, sendo 20 deles de pesquisa em culturas nas áreas de percussão, canto e danças afro-brasileiras. O músico trouxe um pouco do afoxé e do maracatu, através de uma oficina prática. A curadoria do projeto é de Vinicius D’Assunção e Yvison Pessoa.

batuque de quebrada                                           4º Batuque de quebrada, com Jesum Biasin

 

III – Oficina de Pipa e Lançamento do clipe “Empina Pipa” – parceria do rapper Negotinho Rima e a Associação Brasileira de Pipas. As crianças puderam confeccionar suas próprias pipas para brincarem. Após a oficina foi lançado o vídeo-clipe da música “Empina Pipa” disponível em:

 

IV – Sarau Comungar “Imigrantes e Refugiados”. Poesias, intervenções musicais e uma roda de conversa onde foi discutida a problemática das imigrações recentes no Brasil. Durante a conversa foram levantadas críticas aos dispositivos institucionais e jurídicos relacionadas ao tema.

sarau                                                                   29º Sarau Comungar

 

E mais… Alguns projetos contemplados pelo Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais (VAI) 2016, estão com suas atividades acontecendo em nosso espaço:

 

V – Exibição do filme “Frida” – Esta foi a primeira ação do projeto “Flor e Ser” do coletivo feminino Clã Destino, onde o trabalho é o protagonismo da mulher periférica através da cultura e da geração de renda, as ações são realizadas na comunidade do Vila Flávia. O filme conta a história da pintora mexicana Frida Kahlo (1907-1954), foi um dos principais nomes da história artística do México, foi conceituada como pintora e passou por um casamento agitado com o, também artista, Diego Rivera

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VI – Oficina de decoração de festa – Também realizado pelo coletivo Clã Destino, a oficina contou com a decoradora Denize Melo do “Paixão por Festas” para mostrar às mulheres que elas podem conquistar sua independência financeira com decorações simples e material que estão à disposição.

14012814_1083195668441453_1439760733_o                                        Oficina de decoração de festa com Denize Melo

 

VII – Festival 11H2 – o evento que tem como objetivo promover, divulgar e homenagear todos os elementos da cultura Hip Hop, trouxe ao espaço do São Mateus em Movimento a oficina de DJ com Erick Jay e Lisa Bueno.

11h2                                                 Festival 11H2 – Oficina e Workshop de DJ

 

O programa “Olhar TVT” esteve em São Mateus e gravou uma reportagem sobre o São Mateus em Movimento, confira:


 

 

Texto – Gabriele Helena

Fotos – Diego Farisan, Gabriele Helena, Jô Maloupas e Jeferson Gonçalves

São Mateus, a cultura em movimento…

As atividades no São Mateus em Movimento não param. Cada dia que se passa fechamos novas parcerias e ações voltadas ao fortalecimento da cultura periférica. A principal articulação que aconteceu durante o mês de junho foi o planejamento da nossa festa julina, evento organizado junto aos moradores da comunidade Vila Flávia, que acontecerá nos dias 08, 09 e 10 de Julho.

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As atividades semanais estão a todo vapor, com oficinas culturais diversas. Por exemplo, a de Flauta Doce, que acontece toda  quarta-feira, das 18hs às 20hs. Neste mês, o professor Adriano Yzola teve a oportunidade de contar um pouco sobre o trabalho que vem desenvolvendo com as crianças e adolescentes do bairro, em uma cobertura audiovisual feita pela equipe da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.

2        Oficina de Flauta Doce com o professor Adriano Yzola

 

Além da programação regular, alguns eventos e atividades pontuais também rolaram durante o mês de junho. Dentre as quais destacam-se:

Ensaio Geral Bandas, com participação de Cintia Savoli: O ensaio geral do mês de junho contou com a presença da rapper bahiana Cintia Savoli que gravou o seu clipe nas ruas da Vila Flávia, onde se localiza a Galeria a Céu Aberto de Graffiti, do Grupo OPNI. A música é uma parceria com o grupo Odisseia das Flores. As bandas Mãe da Rua, Nativo Urbanizado, Offen$ive $tyle, também se apresentaram no evento.

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3ª edição do projeto Batuque de Quebrada com Mônica Santos e grupo “Coco de Oyá”. Projeto que conta com a curadoria e coordenação de Vinicius D’Assunção e Yvison Pessoa. Nesta edição contou com a presença ilustre da percussionista e pesquisadora Mônica Santos, fundadora do grupo “Arrastão do Beco” e atualmente integra o grupo “Coco de Oyá”, como percussionista e cantora. O grupo passou pelas ruas do Vila Flávia e foi muito bem recepcionado pelos moradores.

4                                  3ª Edição Batuque de Quebrada, com Mônica Santos

 

Sarau Comungar. O tema deste mês foi “Política e Cultura no dia a dia”. Muitas vezes esquecemos a força da nossa cultura, a capacidade que temos, por meio dela, de fazer transformações individuais e coletivas. Sobre a política, esquecemos ou não associamos o impacto que as decisões políticas causam no nosso dia a dia. Para o desenrolar da conversa houve recitação de poesia, música e versos, as crianças participaram da conversa.

5                                                                         Sarau Comungar

 

 

 

Fotos: Diego Farisan, Jefferson Gonçalves e Aluizio Marino

Texto: Gabriele Helena

 

São Mateus em Movimento: música, futebol e política

Durante o mês de maio o São Mateus em Movimento contou com uma série de atividades, desde eventos culturais até uma roda de conversa sobre o momento político atual. O espaço, vem funcionando de terça a sábado com programação de oficinas diversas, que pode ser conferida na grade abaixo.

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Para além de nossa programação regular, as atividades que ocorreram no mês de maio foram:

 

I) Roda de Conversa “A democracia não chegou na periferia”: os coletivos São Mateus em Movimento e Quilombação se reuniram neste mês para discutir o atual cenário político do país e os impactos na periferia. Além de representas dos coletivos, a roda de conversa contou com a presença de moradores da Vila Flavia, pesquisadores, do coordenador de políticas da juventude do município de São Paulo, Claudio Aparecido da Silva e do prefeito Fernando Haddad. Para saber mais detalhes das considerações feitas durante a roda, basta acessar matéria escrita pelo Professor da USP e membro fundados do Quilombação, Dennis de Oliveira,: http://almapreta.com/da-ponte-pra-ca/debate-sobre-racismo-e-periferia-tem-presenca-de-fernando-haddad/

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Roda de conversa: “A democracia não chegou na periferia.”

II) Ensaio Geral “Futebol Música e Arte”: o ensaio geral do mês de maio contou com os shows de Odisseia das Flores, De Menos Crime, CROSSS, Skip Mc, entre outros… Além disso houve o pré-lançamento do vídeo-clipe da música “A Peste” do Lokomotiva k36, com direção de Toni Santos. Os times Grenal e Vila Fundão marcaram presença no evento após uma partida de futebol do CDC São Mateus.

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https://www.youtube.com/watch?v=KA9zvJBQPfM (Clipe “A Peste”)

 

III) 2ª edição do projeto Batuque de Quebrada: encontro com a Cia Ilu Ará, onde houve uma vivência com roda de samba e danças afro-brasileiras. A apresentação ocorreu momentos antes do Ensaio Geral, criando assim um ambiente de fruição cultural na comunidade Vila Flávia.

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Roda de samba e dança afro

 

IV) Sarau Comungar – o sarau do mês de maio teve como tema “Periferia contra o golpe – Temer Jamais!”. Foi abordado como a mídia está tratando do assunto e omitindo fatos importantes, além de discutir as suspensões realizadas pelo governo Temer. O coletivo Torre Forte também participou do sarau com uma apresentação de dança.

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Sarau Comungar – “Periferia contra o golpe – Temer Jamais!”

 

Texto: Gabriele Helena

Imagens: Jefferson Gonçalves, Toni Santos e Daniel Oliveira

 

São Mateus em Movimento: um abril com novidades para todos os públicos

 

O mês de abril teve mais novidades na comunidade do Vila Flávia, para agregar a grade de oficinas semanais do espaço São Mateus em Movimento, contamos com o início de algumas neste mês:

Espaço do brincar com os educadores Leonardo Marino, Talita Queenzel e Tiago Kinzári, a oficina conta com atividades lúdicas que estimulam o raciocínio lógico, a criatividade e a leitura. A oficina acontece aos sábados a partir das 09hs.

brincar  Oficina Espaço do Brincar

Art Reciclando com a educadora Edlane Barbosa, onde as crianças aprendem e compreendem a ideia da reciclagem e que nem tudo é lixo. Que elas podem transformar a garrafa pet, garrafa de vidro, entre outros materiais em um lindo objeto de decoração, ou algum brinquedo. A oficina acontece às terças-feiras a partir das 18hs

reciclandoOficina “Art Reciclando”

As novidades não pararam apenas nas nossas atividades semanais, o mês de abril teve muita música e muito crescimento. Entre as atividades realizadas, se destacam:

Ensaio Geral com os grupos Síntese e Projeto Nave – O evento realizado mensalmente nas ruas do Vila Flávia contou com a presença de dois grandes grupos do Hip Hop paulista. Tratou-se de uma parceria com ambos os grupos, que desenvolveram uma série de quatro shows (projeto Quatro Cantos) nas ruas de São Paulo, um em cada quebrada (zona sul, norte, leste e oeste).

sinteseProjeto Quatro Cantos com Síntese e Projetonave no Ensaio Geral

II – Ensaio Geral, especial bandas – no mês de abril aconteceu uma edição especial do ensaio geral, onde as bandas locais de rock e reggae puderam se apresentar dentro do espaço São Mateus em Movimento.

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III – Gravação do videoclipe “Empinar Pipa”–nascido e crescido na comunidade do Vila Flávia, o rapper Negotinho gravou o clipe de sua música “Empinar Pipa”, no I Campeonato Brasileiro de Pipas, que aconteceu na cidade Osasco. Também há cenas que foram gravadas no Vila Flávia. A gravação contou com a direção de Toni Santos, o lançamento oficial do clipe está previsto para o mês de julho, mas já podemos assistir o teaser:

III – Primeira edição do projeto Batuque de Quebrada – encontros mensais com vivências em percussão popular também , contará com a presença de músicos e mestres da cultura tradicional. O convidado do mês de abril foi o músico Yvison Pessoa, que participou do grupo Quinteto em Branco e Preto, ele ministrou a oficina “O Som do Samba”. O encontro também contou com a presença do bloco Aroeira

aroeiraOficina com Yvison Pessoa e participação do Bloco Aroeira

IV – Sarau Comungar –o sarau acontece mensalmente no espaço São Mateus em Movimento e teve como tema “A periferia contra o golpe”. A roda de conversa abordou o processo político atual do Brasil para compreender o que está acontecendo e como isso vem à afetar as comunidades.

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Imagens: Diego Farisan, Aluizio Marino e Toni William

Texto: Gabriele Helena

 

 

São Mateus em Movimento: Março de 2016, mais um mês de luta, cultura e novidades…

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Visita ao Centro de Referência da Dança da cidade de São Paulo

Toda semana o espaço São Mateus em Movimento está oferecendo atividades diversas para a comunidade da Vila Flávia: cineclube, oficinas de Flauta Doce, Muay Thai, MC e Capoeira. As sextas feiras, a partir das 16h30, o educador Emerson Valentim, conhecido como Bocão DRR, vem trazendo as técnicas e ensinamentos do Muay Thai, arte marcial de origem Tailandesa.

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Oficina de muay-thai com o educador Emerson Valentim (Bocão DRR)

E não parou por aí… O mês de março foi repleto de novidades que envolvem a população da zona leste, com destaque ao trabalho do Grupo OPNI, Coletivo Coletores e do Coletivo Comungar com suas intervenções artístico-culturais.Todos os destaques do último mês seguem listados abaixo:

(I) Workshop de Danças Urbanas: Em parceria com o Centro de Referência da Dança (CRD), o São Mateus em Movimento pode contar com uma oficina de danças urbanas ministradas pelo educador e dançarino Bispo Street Breakers. O método se baseia em trabalhos de consciência corporal voltados as particularidades dos fundamentos do Breaking, bem como no improviso e na apropriação de repertórios motores. Além das oficinas tivemos a oportunidade de fazer uma visita monitorado no CRD, onde os participantes da oficina puderam ampliar seu universo cultural.

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Oficina de Danças Urbanas no São Mateus em Movimento

(II) Visita a galeria a céu aberto: Alunos do colégio Móbile visitaram o São Mateus em Movimento no intuito de conhecer mais sobre os elementos que compõe a cultura hip-hop. Certamente uma grande experiência que ampliou o olhar deste público, inserido em um outro contexto. A visita contou com um passeio para conhecer os graffitis e a comunidade em sí, pocket show com o rapper Negotinho Rima e o bboy Thiago Fernandes e uma oficina lúdica com o educador Leonardo Marino.

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Visita dos alunos do colégio Móbile a galeria a céu aberto

(III)Sarau Comungar: O Sarau Comungar que acontece todo último sábado do mês no São Mateus em Movimento, teve como tema a luta e resistência das mulheres na periferia. Na quebrada é questão de sobrevivência, pois todas as mulheres são afetadas pelo machismo, as mulheres da periferia, principalmente as negras, sofrem muito mais.

O machismo mata, e o agressor, muitas das vezes, está dentro de casa. Dupla jornada, tripla jornada de trabalho, exploração, estupro, violência física e emocional, racismo, padrões estéticos, violência obstétrica, opressão, marginalização, desigualdade social e vários outros temas foram debatidos durante a roda de conversa. Além das intervenções poéticas e do debate, também houve uma arrecadação de absorventes que serão doados a mulheres encarceradas.

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Sarau Comungar no mês de março

(IV) Grupo OPNI faz Homenagem ao geógrafo e intelectual Milton Santos: O coletivo de grafite OPNI fez um mural em toda a fachada na biblioteca Milton Santos, localizada na avenida Aricanduva, uma das vias de maior circulação da zona leste. A obra é uma homenagem ao geógrafo brasileiro, que também dá nome à biblioteca, uma das maiores referências intelectuais da história.

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Mural da biblioteca que leva o nome do saudoso Milton Santos

(V) Visita a exposição de grafitti da OTM: No mês de março as crianças da comunidade da Vila Flávia também fizeram uma visita a exposição de grafitti da crew OTM (Operação Tinta no Muro), formada principalmente por artistas da zona leste. A proposta da exposição é valorizar o trabalho de cada um destes artistas, formando assim um espaço diversificado. A visita também contou com uma bate papo e experimentação artística entre as crianças e os graffiteiros da OTM.

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Visita das crianças da comunidade da Vila Flávia a exposição de graffiti da OTM

(VI) Intervenções com arte + tecnologia: com uma proposta inovadora o Coletivo Coletores e o graffiteiro QNH vem realizando algumas intervenções onde tecnologia cria movimento e da ainda mais destaque ao graffiti. As intervenções foram realizadas na Avenida André de Almeida e na Avenida Mateo Bei, vias de grande circulação local. Este trabalho conta com o apoio do edital PROAC Artes Visuais 2015.

col andre de almeida“Digital graffiti” realizado na Avenida André de Almeida

col mateo bei

“Graffiti light paint” realizado na Avenida Mateo Bei

Texto: Aluizio Marino e Diego farisan “Peripensa”

Imagens: Toni Cross, Diego Farisan, Aluizio Marino e Vanessa Moraes.