De São Mateus pro mundo…

Em outubro nossa quebrada esteve em destaque, inclusive no exterior… Recentemente o nosso parceiro Kadu Braga representou o São Mateus Em Movimento no palco do Congresso FabLearn, na Universidade de Stanford, Califórnia, Estados Unidos.

Com base na experiência do nosso media lab, a fala do Kadu, que leciona aulas de “Letramento Digital” para nossas crianças, foi focada na necessidade óbvia de se democratizar as novas tecnologias em bairros periféricos, assim como São Mateus.

Standfor

As principais ações que desenvolvemos no campo da cultura digital são: oficinas de letramento digital e estímulo ao raciocínio lógico para crianças; workshops avançados para jovens e coletivos culturais; criação e experimentação em audiovisual expandido, sob curadoria do Coletivo Coletores.

Outro reconhecimento das ações desenvolvidas no nosso território foi a presença dos Coletores na XI Bienal de Arquitetura de São Paulo. A obra (R)exista está compondo a mostra Imaginário da cidade que está exposta na Ocupação Sesc, localizada no Parque Dom Pedro II. Inclusive a obra foi destaque em matéria realizada pelo jornal Folha de São Paulo sobre a bienal.

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A presença do São Mateus em Movimento em espaços reconhecidos tem sido notada pela mídia, tanto que fomos convidados pelo pessoal do Catraca Livre para fazer uma matéria especial. Nos representaram o articulador cultural Fernando “Negotinho” e os educadores “Kadu Braga” e Tiago Kinzári. A matéria deve sair em breve e será divulgada em primeira mão aqui no nosso blog 🙂

Catraca

Também em outubro recebemos uma visita muito especial, dos nossos parceiros e vizinhos “CEDECA Sapopemba“. O CEDECA é responsável pelo acompanhamento de jovens e adolescentes em medida socioeducativa em meio aberto, em especial da medida de prestação de serviço á comunidade. Uma das ações envolve um grupo de cinco adolescentes, que está realizando ações no território, utilizando a arte como forma de expressar ideias. O São Mateus em Movimento foi um dos espaços escolhidos para inspira-los.

 

 

Setembro de visitas especiais no São Mateus em Movimento

Diariamente recebemos muita gente boa no nosso espaço, entretanto o mês de setembro foi especial pois em um curto espaço de tempo tivemos o prazer de realizar ricos intercâmbios e trocas com visitantes pra lá de especiais!

No início do mês recebemos a turma do curso de arquitetura da Universidade São Judas Tadeu. Junto aos alunos fizemos um role pela Favela Galeria e compartilhamos um pouco da história do São Mateus Em Movimento e dos coletivos que compõe essa caminhada. Essa atividade fez parte da semana de arquitetura da universidade e teve como objetivo ampliar o olhar dos estudantes sobre a cidade e a produção coletiva nas periferias.

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Diretamente da Bahia o grupo de reggae “Unidade Eu e Eu” trouxe as mais posivitas vibrações para São Mateus. A banda realizou um pocket show em nosso espaço e pode conhecer um pouco de nosso trabalho. Um intercâmbio incrível: música de coração para coração, compartilhamento de sabedoria…

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Outra visita especial foi do grupo de pesquisadores e arquitetos que participaram da caminhada da 11ª Bienal de Arquitetura, uma expedição de 120 km ao redor da cidade, guiada pelo arquiteto Martin Kohler e pelo articulador cultural Tiago Kinzári, foi norteada por pontos pré-definidos como unidades do SESC: Sesc Campo Limpo, Sesc Osasco, Sesc Parque Dom Pedro II e iniciativas comunitárias e de resistência: Espaço Jardim Damasceno, Casa de Cultura Vila Guilherme – Casarão, Ocupação Coragem e nos dias 18 e 19 de setembro o espaço São Mateus Em Movimento.

Bienal

No dia 28 de setembro recebemos em nosso cineclube o coletivo O Combo de Arte Independente, que produziu o longa-metragem “Mais um? Talvez…”; O filme é fruto de um processo de oficinas gratuitas de audiovisual e cinema que contaram com apoio do Programa VAI. Participaram das oficinas jovens e adolescentes de São Mateus e do Jardim Ibirapuera. O longa foi gravado por eles e conta a história de um jovem pai de família desempregado que busca criar seu filho recém-nascido lutando contra os estigmas desiguais da sociedade por ser um ex-presidiário em condicional, descobrindo assim diversos fatores sobre ele mesmo e o seu redor que ele ainda não tinha percebido nem descoberto.

Também em setembro aconteceu mais um ensaio geral, evento musical com a presença de artistas periféricos. Nessa edição contamos com a presença dos rappers Xako, Relatus, Phantom, Beto Bongo, Eliefe Decreto, Negotinho e Jô Maloupas, além dos Djs Batata Killa, Cachorro e do bboy Lean Brown.

As oficinas também estão a todo vapor: violão, flauta doce (musicalização infantil), bateria, capoeira, contrabaixo, raciocínio lógico e letramento digital. Abaixo um vídeo da oficina de letramento digital, em que os alunos construiram a maquete de uma cidade que serviu de suporte para a interação de um pequeno robô.

Fotos: Gyovanna Freire e Rafaela Maiara

10 anos em Movimento

Acabamos de completar 10 anos de trajetória! E não poderia ter sido em melhor estilo… Em parceria com o “Estéticas das Periferias” realizamos uma série de eventos e atividades na região de São Mateus.

O destaque da programação foi a segunda edição do “Breshow”,  projeto criado por Jô Maloupas e Negotinho Rima, com intuito de valorizar as diferenças e a cultura do brechó (no qual é possível adquirir peças com um preço mais acessível). Seu objetivo é trazer para dentro das comunidades diversos temas que envolvem a moda e musica, como: diversidade, genero, sexualidade, empreendedorismo, sustentabilidade e acima de tudo o respeito ao diferente. A pergunta/tema que orientou a segunda edição foi “O QUE TE REPRESENTA?”.

A imagem pode conter: 9 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé

Ao longo do evento aconteceram workshops/oficinas de customização, maquiagem, cabelo/sobrancelha; pocket shows com Meire D’origemDory de OliveiraOdisseia Das Flores e Banda DaviDariloco; rodas de conversa sobre sexualidade, moda e estilo; desfile de moda com marcas periféricas e como encerramento a apresentação da performer Leandra Gitana.

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Outro importante evento que aconteceu, o “Ensaio Geral”, trouxe para a quebrada uma programação musical diversa. O tradicional evento de rua acontece uma vez por mês na comunidade do Vila Flavia. Não trata-se apenas de um show, mas sim um ensaio aberto, onde existe interação entre os artistas e os moradores. Nessa edição contamos com a presença das bandas/coletivos/artistas: BivoltToroka Eduardo MaiaAndré CausaBiXop & Lena SilvaDugreenAsfixia SocialDonaLaídeMãe da RuaSubstrato e Nazireu Rupestre.

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Como sempre o graffiti se fez presente, a Vila Flávia ganhou mais uma intervenção de alto nível artístico e técnico. Um mural com a participação de dois graffiteiros da região, Cris Rodrigues e Randal Bone. A obra, intitulada “A Vida e sua Bagagem” retrata de forma mágica o peso da vida cotidiana. De acordo com os artistas existe também um dialogo com a arquitetura autoconstruida da casa, assim como boa parte de seus trabalhos pelas quebradas de São Paulo e do Brasil.

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Para finalizar, abrimos o mês de setembro com a “Sexta Jam”. Improviso e construção artística coletiva definiram o evento, na verdade um espaço aberto para artistas, bandas e, principalmente as crianças. A Jam contou com apresentação da MC Soffia e  dos alunos do espaço São Mateus em Movimento, que puderam vivenciar a possibilidade de se apresentar em um ambiente profissional. A atividade contou com a infraestrutura da Carreta da Fundação CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) é um projeto que integrou a o Estéticas das Periferias em 2017.

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Além das atividades destacadas também aproveitamos a parceria com o projeto Estéticas das Periferias  para fortalecer outros coletivos atuantes no território, especificamente a turma do Som na Praça, que ocupa regularmente a Praça do Mascaranhas com a cultura soundsystem, e a Batalha de São Mateus, evento itinerante de RAP organizado pelos MC’s André Causa e Toroka.

 

Fotos: Anderson Costa

De São Mateus à COHAB 2: tecnologias compartilhadas…

Em parceria mobilizada pelo Fórum de Cultura da Zona Leste (FCZL), o São Mateus em Movimento desenvolveu um curso intensivo em mapeamento colaborativo para agentes comunitários, coletivos, pontos de cultura e pesquisadores.

Capa oficina

Durante o mês de maio aconteceu uma intensa troca de conhecimentos e tecnologias na zona leste de São Paulo. Proporcionada por uma oficina de formação em Mapeamento Colaborativo,  um trabalho do São Mateus em Movimento em parceria mobilizada junto ao FCZL com os pontos de Cultura HIP HOP Mulher e CPDOC Guaianás.

Os encontros aconteceram em uma das suas quebradas mais conhecidas, a COHAB 2 localizada no distrito de José Bonifácio, local onde se encontra a Ocupação Cultural CORAGEM. Um espaço de resistência que desde o início de 2016 promove uma diversa programação cultural, com destaque a exposições de artistas visuais reconhecidos, sendo que uma delas, do artista Alex Hornest, foi o o cenário que trouxe inspiração aos encontros..

Além dos pontos de cultura e da ocupação cultural citados, estavam presentes também membros de outros coletivos culturais como o Familia Stronger, No Batente e Porto de Luanda, além de pesquisadores e agentes culturais comunitários.

A oficina foi composta por encontros de formação teórica e, principalmente, prática. Com foco em softwares e ferramentas livres voltadas ao mapeamento colaborativo. O objetivo principal – que motivou a idealização dos encontros – era de compartilhar instrumentos para fortalecer as ações dos pontos de cultura parceiros e a articulação territorial de outros coletivos e agentes culturais da zona leste.

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No primeiro encontro exploramos a cartografia  – a ciência dos mapas – a partir de sua dimensão política, compreendendo os mapas como instrumentos de poder. Além disso os participantes puderam conhecer outras possibilidades e utilização dos mapas (para além da dimensão exclusivamente ténica), proporcionadas pela lógica do mapeamento colaborativo (ou cartografia social).

Foto Oficina 4

Os próximos encontros tiveram ênfase na experimentação digital. Primeiramente com o QGis, um software livre considerado a melhor ferramenta open source de georreferenciamento. Em um segundo momento, a ferramenta utilizada foi o CARTO, plataforma online para mapeamento e análise de dados geoespaciais. Os participantes aprenderam a utilizar os recursos básicos de e como inserir dados públicos disponíveis no portais Geosampa e SPCultura em ambas as ferramentas.

Foto Oficina 3

No úlltimo dia de oficina a proposta era colocar a “mão na massa”, ou seja, os participantes aplicarem os conhecimentos adquiridos durante os encontros em seus projetos pessoais ou coletivos. A galera se envolveu e “trampou” de verdade! Entre os mapas produzidos ao longo do dia se destacaram:

(i) o levantamento realizado pelo Ponto de Cultura CPDOC do patrimônio material e dos espaços culturais da região de Guaianases, Cidade Tiradentes e Lajeado;

Projeto CPDOC

(ii) o trabalho do agente comunitário Pablo Paternostro, que elaborou um arquivo (.shp) com o recorte da cidade de São Paulo de acordo com a proposta de regionalização proposta no Plano Municipal de Cultura;

Projeto Pablo

(iii) a parceria entre os agentes culturais comunitários Matheus e Kido (Família Stronger) que elaboraram um mapa comparativo (entre Pinheiros e extremo leste da cidade) dos equipamentos culturais (dados encontrados no Geosampa) e agentes culturais (dados encontrados no SPCultura).

Mapa Kido

(iv) o mapa dos agentes e espaços culturais da subprefeitura de Itaquera, elaborado pelo agente cultural e morador da COHAB 2, Edgarus Orae.

Projeto Edgard

Conexão São Mateus – Itaquera: fortalecimento mútuo.

Parceria entre os Pontos de Cultura São Mateus em Movimento e Humaitá, proporciona oficinas de mapeamento colaborativo, cultura digital, gestão de projetos e comunicação criativa para agentes culturais da região de Itaquera.

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Fruto do projeto “Territórios, Redes e Práticas Coletivas” – viabilizado pelo edital redes e ruas, da prefeitura de São Paulo – que busca fortalecer a rede municipal de pontos de cultura e seus territórios de atuação. As oficinas foram realizadas na ocupação foram a primeira etapa de um ciclo que contempla sete pontos de cultura, no Núcleo Socioambiental Humaitá.

Ao todo, participaram das atividades oito agentes culturais, entre eles alguns representantes do coletivo Sucatas Ambulantes, estudantes universitários, representantes do conselho participativo, artistas e produtores. As atividades foram divididas em quatro módulos, de duas aulas cada um, totalizando oito encontros de formação.

  • 22 e 29 de out.: mapeamento colaborativo (educador: Aluízio Marino)
  • 26 de out. e 02 de nov.: cultura digital e periferia (educador: Kadu Braga)
  • 9 e 19 de nov.: comunicação criativa (educadores: Priscila Ludwig e Arthur Cruvinel)
  • 5 e 12 de nov.: gestão cultural na prática (educador: Aluízio Marino)

O primeiro módulo, as oficinas de mapeamento colaborativo, explorou os conceitos de cartografia com ênfase na dimensão social e cultural. Foram apresentadas diferentes aplicações e possibilidades, através de exemplos de trabalhos desenvolvidos por coletivos e movimentos sociais latino-americanos.

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Cabe destacar o grande interesse da turma pelo tema, um dos participantes inclusive já vinha desenvolvendo um levantamento dos lugares do samba rock no estado de São Paulo. Um possível desdobramento será a elaboração de um mapa dos grupos de cultura tradicional da zona leste, que o coletivo Sucatas Ambulantes pretende desenvolver utilizando o suporte abaixo, desenvolvido durante as oficinas:

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O interesse da turma pela temática da cartografia foi tão grande, que o segundo módulo de oficinas, “cultura digital e periferia”, estabeleceu um dialogo direto. O primeiro encontro trouxe uma abordagem sócio-histórica sobre a prática do mapeamento. Após a exposição do educador Kadu Braga, os participantes foram estimulados a realizar um debate, envolvendo temas como “periferia”, “mapeamento”, “poder”, “ferramentas digitais”, “resistência” e “controle”.

No segundo encontro: “mão na massa”! Cada participante teve uma semana para pensar qual seria o mapa que ele/ela gostaria de produzir, pensando de acordo com as necessidades de seus projetos e/ou coletivos.

Assim, surgiram ótimas propostas, que já, ao fim da oficina, estão aptas a integrarem tanto um plano de gestão de algum pólo cultural, como compor processos de divulgação e interação com os visitantes de cada lugar.

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As oficinas de gestão cultural tiveram uma abordagem prática e dinâmica, onde os participantes puderam criar uma estrutura lógica para seus projetos, partindo da identificação de demandas/problemas/conflitos até a definição das atividade e recursos necessários. A metodologia foi aprovada pelos participantes, contemplando tanto os que tem mais experiência (com projetos aprovados em editais) como aqueles os que estão elaborando seu primeiro projeto.

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Nos encontros de Comunicação Criativa foram levantadas as principais demandas de comunicação dos participantes. Para tanto a parte inicial da oficina contemplou uma dinâmica, na qual todos elencaram suas necessidades específicas. A partir da dinâmica, foi possível identificar as oportunidades e desafios, que giram em torno de temas com a “articulação entre grupos e agentes culturais”, a “divulgação de atividades” e a “diálogo comunitário”.

Além disso, durante os encontros foram apresentadas ferramentas online, de uso livre, para criação de apresentações criativas e materiais gráficos de comunicação.

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Como desdobramento da oficina, a equipe de gestão do Ponto de Cultura Humaitá deu o ponta-pé inicial para o desenvolvimento de um projeto de financiamento colaborativo, para aquisição de receita recorrente. O resultado prático das oficinas de Comunicação Criativa do Ponto de Cultura São Mateus em Movimento, fruto desse mesmo edital, contribuiu na criação de uma planilha online de uso livre, que calcula a quantidade necessária de doadores para cumprir as metas financeiras estabelecidas em projetos. Disponível em: https://goo.gl/sMbS0p

 

Texto: Aluízio Marino, Arthur Cruvinel, Kadu Braga e Priscila Ludwig.

 

Setembro em diversos movimentos.

No mês de setembro as ações do São Mateus em Movimento ganharam novos colaboradores para fortalecer na programação, e nós também fomos fortalecer outros coletivos.

Começando com a Oficina de Mapeamento Colaborativo, uma parceria com a Casa de Cultura de São Mateus. Cada encontro foi realizado em um espaço dos envolvidos, o foco foi construir uma cartografia cultural e evidenciar memórias, resistências e processos criativos do bairro de São Mateus. O processo da construção contou com ferramentas digitais e analógicas, os facilitadores desta oficina foram os agentes culturais, Aluizio Marino e Diego Farisan.

mapeamentoParticipantes da Oficina de Mapeamento Colaborativo em ação

Ensaio Geral Bandas –como espaço cultural, o São Mateus em Movimento é aberto para todxs que quiserem utiliza-lo. Em setembro bandas de rock e reggae puderam realizar um show na edição bandas do evento Ensaio Geral.

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Banda Benigna foi uma das bandas que se apresentou no dia.

A 6ª edição do projeto Batuque de Quebrada contou com um cortejo de Afoxé pelas ruas do Vila Flávia. Contamos com a presença do grupo Filhos do Cacique, do bairro Jardim Imperador.

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Batuque de Quebrada

Tivemos a primeira parte das oficinas de comunicação criativa com o pessoal da produtora “Falatu”, está faz parte do projeto “Territórios e Redes” aprovado pelo edital Redes e Ruas. Os encontros identificam a necessidades dos coletivos culturais na área de comunicação e aborda práticas e conceitos para uma boa estratégia de mídia. Voltada para artistas, agentes, empreendedores e coletivos culturais da zona leste.

c-criativaOficina de Comunicação Criativa.

O São Mateus em Movimento e o CaosArte juntaram-se para realizar a Oficina de sonorização para mulheres, que foi realizada pela técnica de som Glaucia Miranda, que apresentou e explicou todas as demandas de energia, som, cabos, luz e projeção para um evento perfeito.

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As mulheres da comunidade participaram da oficina.

 

As atividades do coletivo Clã Destino estão acontecendo nos últimos domingos do mês, destinadas as mulheres do Vila Flavia. No mês de setembro foi realizada a oficina de boneca de pano com a artesã Lubia Liz, que trouxe a prática e técnicas para confecção e comercialização.

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Texto: Diego Farisan e Gabriele Helena

Fotos: Daniel Oliveira, Diego Farisan e Gabriele Helena

 

 

 

 

 

 

De São Mateus a Ermelino Matarazzo…

Em parceria com o Ponto de Cultura Periferia Invisível, o São Mateus em Movimento realizou uma série de oficinas sobre gestão cultural, mapeamento colaborativo e cultura digital na Ocupação Cultural Ermelino Matarazzo.

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Fruto do projeto “Territórios, Redes e Práticas Coletivas” – viabilizado pelo edital redes e ruas, da prefeitura de São Paulo – que busca fortalecer a rede municipal de pontos de cultura e seus territórios de atuação. As oficinas realizadas na ocupação foram a primeira etapa de um ciclo que contempla sete pontos de cultura, os próximos encontros serão no Núcleo Socioambiental Humaitá.

Participaram das atividades em média dez agentes culturais, representantes de coletivos da região e do entorno, tais como: Periferia Invisível, Muros que Gritam e o Movimento Cultural de Ermelino Matarazzo.

Iniciamos com uma discussão acerca do território, compreendido como o espaço socialmente construído (Milton Santos), onde se formam as identidades e se expressa a diversidade cultural. A partir dessa discussão ampliada foi possível estabelecer um exercício técnico onde, a partir de ferramentas livres de georreferenciamento (QGis), pudemos elaborar um mapa da região de Ermelino Matarazzo, identificando onde estão as “quebradas” e os equipamentos culturais da região.

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O mesmo mapa, elaborado de forma coletiva, foi impresso e serviu como suporte para um exercício de mapeamento colaborativo, onde iniciamos o processo de mapeamento da trajetória e dos coletivos que compõe o Movimento Cultural Ermelino Matarazzo. O mapa se encontra na Ocupação Cultural, caracterizando-se como um objeto interativo, em constante atualização…

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As oficinas de gestão cultural tiveram uma abordagem prática e dinâmica, onde os participantes puderam criar uma estrutura lógica para seus projetos, partindo da identificação de demandas/problemas/conflitos até a definição das atividade e recursos necessários. A metodologia foi aprovada pelo coletivo, contemplando tanto os que tem mais experiência (com projetos aprovados em editais) como aqueles os que estão iniciando.

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A cultura digital permeou todos os encontros, já que utilizamos algumas ferramentas tecnológicas que facilitam o dia a dia dos coletivos. Além disso, realizamos uma discussão acerca da relação entre esse campo específico e a periferia, ampliando o olhar acerca das tecnologias e suas implicações ao território. Para tanto, em um dos encontros exibimos o documentário Freenet, do coletivo Intervozes. A partir do documentário houve um rico debate acerca de temas como: neutralidade, segurança na rede e possibilidades de autonomia tecnológica.

Texto: Aluízio Marino

Fotos: Diego Farisan