Escambo de ideias e intercâmbios na zona leste

O mês da consciência negra é um período de reflexão, dentre outras questões que atravessam a cultura afro-brasileira, acerca das manifestações culturais de matriz africana e sua importância na formação de nossa identidade. Nesse sentido, o São Mateus em Movimento organizou junto com alguns parceiros duas rodas de conversa, ou como preferimos chamar, escambo de ideias: a primeira atividade abordou as trajetórias do HIP HOP, Saraus até os Slams; a segunda  discutiu a dimensão política e territorial existente no Funk.

Quais os paralelos entre o HIP HOP, os Saraus e os Slams. Qual a relação entre essas manifestações culturais? Poesia, ocupação dos espaços públicos, narrativas dos sujeitos periféricos… Essas e outras questões foram abordadas durante o estamo de ideias “Trajetória Poética: Hip Hop, Saraus, Slams”, que contou com a presença dxs poetas, e articuladorxs culturais Lews BarbosaVictória Sales além do Coletivo Perifatividade. A mediação ficou por conta do pesquisador Aluizio Marino. A atividade fez parte da programação da 2ª Mostra Cultural das Periferias Lado Leste (Programação Geral), organizada pelo [FCZL] Fórum de Cultura da Zona Leste com apoio do Movimento Cultural das Periferias.

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Qual a dimensão política do Funk? A partir de roda de conversa com o tema “Funk e Juventude: articulações políticas em territórios periféricos” exploramos essa questão, na intenção de quebrar estigmas e preconceitos… Xs convidadxs que conduziram a troca de ideias foram: Renata Prado (dançarina, apresentadora, produtora da BATEKOO SP e diretoria da Frente Nacional de Mulheres no Funk); Eduardo Brecho (DJ da festa de musicalidade negra “Petróleo” e diretor musical da banda Aláfia) e Severo25 (Dançarino e MC na Família Imperadores da Dança). Ainda no mesmo dia também rolou uma oficina de passinho, ministrada pelo próprio Severo25. A atividade foi fruto de parceria com a Ação Educativa, responsável pelo projeto #juventudecomdireitos, que conta com patrocínio da Oxfam.

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Ainda em novembro o São Mateus em Movimento, em articulação com mais cinco coletivos culturais da zona leste (NoBatente, Love CT, Coletores, Quebrada Instrumental e Okupação Coragem), realizou o evento OCUPA COHAB 2. A proposta  compôs a programação da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo. Em resumo o evento foi uma coprodução entre coletivos culturais que trouxe um dia de reflexão e ação no território da COHAB II – Itaquera, São Paulo. Tudo teve início com uma roda de conversa, “Ocupação cultural e de moradia”, realizada no interior da Ocupação de Mulheres do MTST “Tereza Benguela”. Depois se deslocou para a Praça Brasil (que fica bem em frente a Ocupação),  que se transformou em um palco de diferentes formas de ocupar o território: primeiramente com a performance “Lamaçal de Gente” e para encerrar um espetáculo urbano que agregou música instrumental, videomapping, grafitti, e skate.

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Fomos destaque também na mídia, organizado pelo Catraca Livre, o projeto “As coisas mais criativas do mundo” deu destaque para o São Mateus em Movimento, na matéria comunidade usa criatividade para super ausência do poder público. Outro momento de muita visibilidade foi a participação do coletivo Odisseia das Flores, grupo de mulheres no RAP que compõe a gestão compartilhada do espaço São mateus em Movimento e que realizou recentemente um show no Estúdio Showlivre, compartilhado via streaming nas redes sociais.

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