Oficinas culturais a todo vapor!

Desde o início desse ano o São Mateus em Movimento ampliou sua grade de oficinas culturais, semanalmente são realizadas 11 atividades de formação no espaço. O público principal são crianças, adolescentes e jovens. Entretanto, o público adulto e inclusive os idosos também são contemplados: devido demanda da comunidade estamos oferecendo mais uma oficina, a de “samba rock”.

As aulas de capoeira são a principal marca do nosso espaço, que surgiu em 2007 e desde então abrigou o grupo “Arte do Revide”, que oferecia oficinas gratuitas para a comunidade. Os mestres Lampião e Rato estão a frente das aulas de capoeira, que estão bombando!

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Outra oficina presente desde o princípio é a de desenho/graffiti. Inicialmente ministradas pelos artistas do Grupo OPNI essas atividades já atenderam um grande público local. Atualmente quem está a frente desse processo é a graffiteira e arte educadora Patrícia “Riska”.

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Algumas das oficinas que rolam atualmente iniciaram em 2014, quando fomos Ponto de Cultura e tivemos a oportunidade de iniciar um novo ciclo de formação cultural na Vila Flávia – quebrada onde está localizado o São Mateus em Movimento. São elas, as oficinas de “musicalização: flauta e violão” e “raciocínio lógico – espaço do brincar”, ministradas respectivamente pelos arte educadores Adriano Yzola e Leonardo Marino.

As oficinas de raciocínio lógico, ou também conhecidas como espaço do brincar, utilizam atividades lúdicas que estimulam o pensar, a criatividade e a convivência. É talvez uma das aulas mais queridas pela comunidade, já que o envolvimento das crianças é notável. O principal elemento da oficina é o método construtivo criado pelo educador: inspirado nos poliedros de platão o tio Leo (como é conhecido pelos pequenos) criou um quebra cabeças que vira uma bola. Após monta-la e decora-la todos brincam pra valer!

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Outras duas oficinas iniciaram em 2016 e também permanecem na grade atual: “percussão/bateria” e “letramento digital”. Os educadores são o músico Vinicius D’Assunção e o especialista em educação Kadu Braga. A oficina do Kadu utiliza ferramentas inovadoras no campo da tecnologia: como por exemplo a linguagem de programação “Scratch” e o robô “Ozobot”. O objetivo é democratizar uma linguagem hoje pouco acessível a periferia, que mesmo conectada a internet possui poucas oportunidades de cursos que envolvam programação e robótica.

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Como resultado das oficinas de musicalização, percurssão/bateria e dos eventos musicais realizados na comunidade, em 2017 surge a banda do São Mateus em Movimento, formada por quatro dos nossos alunos. Com o interesse e a dedicação das crianças com a música criamos uma oficina especial: a “Escola de Rock”. As aulas também são ensaios, onde as crianças podem experimentar de forma mais livre. O educador responsável por acompanhar a banda é o músico Edgard Alves, que compõe o grupo Mãe da Rua, uma das principais bandas independentes de São Mateus.

Além das oficinas mencionadas acima em 2018 também oferecemos a turma de “danças urbanas”. Entretanto, seguindo sugestões da comunidade local, substituímos essa atividade pelo “samba rock”. A partir disso ampliamos o atendimento ao público adulto e inclusive aos idosos, que até então participavam apenas das oficinas de musicalização.

Fly Samba Rock

O movimento não para!

O mês de abril foi bastante agitado no São Mateus em Movimento. Além das oficinas culturais que rolam diariamente também rolou no espaço workshop temático, apresentação teatral, música e role pela quebrada.

WS Sonorização

Realizamos pela segunda vez o workshop prático de sonorização para eventos culturais comunitários. Uma proposta pedagógica que utiliza os próprios equipamentos do nosso ponto de cultura para capacitar artistas e articuladores culturais atuantes em outros coletivos ou espaços culturais independentes.  O educador responsável pelo curso foi o técnico do som Rodrigo Cesar Sousa, um dos integrantes do coletivo PelaArteaZueira.
Sonorização
Mais um Ensaio Geral! Dessa vez uma conexão entre a zona Leste e Norte.  A ideia foi proporcionar um espaço de diálogo entre artistas e comunidade, e claro, ouvir um bom RAP Nacional. Além de muitas atrações musicais a programação contou com oficina de danças urbanas, voltada para crianças e adolescentes, rolê na Favela Galeria e gravação do videoclipe “Evolução do Hip Hop”.

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O São Mateus em Movimento é um espaço de referência na região, abrigando regularmente ensaios e apresentações. Neste mês recebemos o coletivo teatral Encarnadas, que apresentou a peça “EM CARNE VIVA”. “O espetáculo EM carne VIVA tem como disparador temático a menstruação e como a sociedade lida com esse ciclo. Questionamos os ritos, abusos e opressões que as mulheres sofrem diariamente. Onde seu útero bate? O que te define como mulher? Qual seu real espaço na sociedade? Essas são perguntas que permeiam o trabalho. As atrizes jogadoras relacionam-se com símbolos do cotidiano em um jogo de cena, estabelecendo relações de cumplicidade no que diz respeito ao espaço feminino.”

Também rolou outra vista do colégio Móbile (é a quarta vez que os recebemos). Nos dias 18 e 19 de abril os estudantes visitaram nosso espaço e a Favela Galeria. Essa ação faz parte do projeto “Móbile na Metrópole” onde os alunos conhecem diferentes lugares da cidade, tanto no centro como nas periferias. O Colégio Móbile é um grande parceiro do São Mateus em Movimento e é sempre uma honra recebê-los.

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Fotos:

Anderson Costa

Grabrielle Helena

São Mateus: resistência feminina!

O mês de março é marcado pelo dia internacional da mulher. Mais do que uma comemoração compreendemos essa data como um marco da resistência das mulheres, em especial de nossas guerreiras que se desdobram nas periferias. Nesse sentido preparamos uma série de atividades no São Mateus em Movimento e em parceria com outros coletivos para sensibilizar a quebrada e fortalecer o trabalho de mulheres artistas da região.

Odisseia - Fly

No dia 17 realizamos um lindo evento na Vila Flávia para homenagear o grupo Odisseia Das Flores, que comemora em 2018 10 anos de carreira. O evento “Odisseia das Flores 10 anos: do samba ao reggae” contou com workshop de tranças afro; roda de conversa com o coletivo autônomo de mulheres pretas “Adelinas” e com a produtora cultural Elaine Dias  e apresentações musicais com Amigas do Samba, Preta Ary, Lei di Daí e Odisseia das Flores.

Não poderíamos esquecer das nossas meninas, que é o principal público das oficinas culturais desenvolvidas no São Mateus em Movimento. A turma de letramento digital fez uma atividade temática do mês das mulheres, onde fizeram suas coroas de princesa, utilizando papel e um circuito simples com lampada de led, fios e bateria. Imagina só a alegria delas?

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Março também o mês da páscoa! E nesse ano a quebrada teve muito chocolate e alegria. Em parceria com a galera do “Marca do Bem” realizamos uma grande festa para as crianças de São Mateus. No dia da páscoa distribuímos mais de 300 ovos de chocolate e brinquedos, foi uma grande farra! Também rolou programação cultural, com uma aula aberta de danças urbanas, ministrada pelo educador Davi “D-Breezy”.

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E as oficinas culturais continuam de vento em polpa. O destaque desse mês é para a oficina de graffiti e desenho, ministrada pela educadora Patrícia Riska. A turma está completamente envolvida com a proposta da oficina e em breve vai experimentar o desenho nas ruas, utilizando tinta e spray.

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São Mateus compartilhando saberes…

Em fevereiro o São Mateus em Movimento ofereceu oficinas, workshops, exposição e muita troca de saberes para os moradores da Vila Flávia e agentes culturais da zona leste… Os destaques deste mês foram a retomada do cursinho pré-vestibular comunitário (turma 2018) e o workshop “escrita de projetos culturais”, voltado a coletivos culturais da zona leste.

Elaboração de Projetos

Mais um ano realizaremos o cursinho popular, voltado a capacitação de jovens para os processos seletivos de universidades públicas e particulares. Recentemente as inscrições foram abertas, em um processo simples que privilegia moradores de São Mateus e entorno. Se você quiser participar ou divulgar o cursinho, esse é o link para inscrições: https://goo.gl/ikJ9ny. As aulas do cursinho ocorrem na escola estadual Chibata Miyakoshi, uma parceria que garante o melhor atendimento da turma, que possibilitou a abertura de mais vagas aos interessados.

CursinhoFoto da turma de 2017 do Cursinho Popular São Mateus em Movimento

Nos dias 19 e 26 de fevereiro, foi realizado o workshop de Escritas de Projetos com o educador e produtor cultural Aluizio Marino. O objetivo do workshop foi capacitar coletivos da zona leste para escreverem seus projetos para o Programa Vai, cujo edital foi lançado também em fevereiro. Participaram do curso 20 agentes culturais, representantes de saraus, bandas, batalhas de MC, coletivos feministas e de audiovisual.

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Recebemos recentemente uma bela exposição do coletivo Família Febre. Essa é a quarta exposição realizada em nosso espaço. A Família Febre é um coletivo de graffiti com forte presença na zona leste e nesse evento convidou também outros parceiros para expor no São Mateus em Movimento. Além de telas de graffiti, houve também live paint (pintura ao vivo) e pockets shows com Armamentes, MONDUBA CREW, Muringa DSP e DJ BATATA’KILLA.

Regularmente o São Mateus em Movimento também recebe algumas doações de parceiros. Um deles é o Lab Fantasma que já compartilhou alguns dos trabalhos desenvolvidos pelos artistas do selo musical. Este mês recebemos alguns cds do trabalho mais recente do rapper Rael, o álbum “Coisas do meu imaginário”. Distribuímos parte deles para os alunos da oficinas de musicalização, olha só a alegria da molecada 😀

CD Rael

Nossa programação semanal continua a todo vapor, com 11 oficinas rolando. Esse mês destacamos a oficina “Escola de Rock”, ministrada pelo educador Edgard. A oficina ocorre toda quarta feira, a partir das 16h. Para saber mais acompanhe nossas redes sociais!

2018 com muito movimento…

Mesmo com a conjuntura política caótica, o São Mateus em Movimento prevalece na resistência e os planos para 2018 são muitos! Contamos para isso com a ajuda de colaboradores que atuam diretamente no espaço e de benfeitores que nos apoiam regularmente em uma campanha de financiamento coletivo – quem ainda não contribuiu, fica a dica: https://benfeitoria.com/smem   🙂

O dia a dia de um espaço cultural independente, principalmente nas periferias, demanda recursos humanos e materiais. O cenário é de escassez, mas ainda corremos atrás dos editais públicos de apoio a projetos culturais – acreditamos que o financiamento à cultura é um dever do Estado, ficamos tristes ao verificar que chegam tão poucos recursos do outro lado da ponte. Somos privilegiados, pois recentemente tivemos um projeto aprovado no edital Proac Território das Artes.

Por isso já começamos o ano daquele jeito! Temos uma maior diversidade de oficinas culturais: onze atividades semanais para crianças, jovens e adultos; e o melhor totalmente gratuitas. Haverão também eventos culturais com recursos para fortalecer os artistas da quebrada, inclusive já estamos nos preparando para uma bela exposição da Família Febre e para um Ensaio Geral dedicado as mulheres, homenageando nossa matriarca, Dona Vera.

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E as aulas já começaram, saca só algumas das fotos e vídeos feitos por nossos professores e colaboradores 😀

Algo que merece destaque é a visita que recebemos no dia 09 de janeiro, de estudantes da Universidade de Harvard e do Colégio Bandeirantes. Os alunos participaram da roda de conversa sobre educação, cultura e métodos não tradicionais com os integrantes do coletivo São Mateus em Movimento, em seguida puderam realizar uma dinâmica com o professor da oficina de Raciocínio Lógico Leonardo Marino e finalizando com o tour na Favela Galeria.

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Acompanhe nossas redes sociais para saber mais do que está rolando! Visite o São Mateus em Movimento também 😀

Rolês pelo território de São Mateus

2017 foi um ano intenso, com muitas ações no São Mateus em Movimento. Oficinas, workshops, shows, atividades para as crianças, exposições, rodas de conversa, entre outras atividades rolaram no nosso espaço durante esse período. E o mês de dezembro não poderia ser diferente…

Role

Finalizamos o ano com uma programação diversificada… Além das oficinas regulares tivemos duas atividades bem interessantes, que propuseram uma imersão no território da Vila Flávia. Logo no início do mês recebemos a ilustre visita do rapper Slim Rimografia na Favela Galeria. O Slim fez um som ao vivo e deu um role por nossa galeria de graffiti, no mesmo dia também rolou algumas intervenções com o Grupo OPNI (coletivo responsável pela curadoria da Favela Galeria) e graffiteiros convidados…

Slim ao vivo na Favela galeria…

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Encerramos nossas atividades no dia 16 de dezembro, com um “rolê” por nossa quebrada… Uma somatória de eventos, que procurou dar visibilidade aos espaços e coletivos culturais da região. Envolvemos na programação, além do São Mateus em Movimento, a Favela Galeria, a Comunidade de Samba Maria Cursi, a Casa D’Herci e a Fogueteira da Vila Flávia.

Iniciamos o dia com uma mostra de processo das oficinas de musicalização infantil, ministrada pelo educador Adriano Yzola, e das oficinas de letramento digital e raciocínio lógico, sob responsabilidade dos educadores Kadu Braga e Leo Marino. Após essa mostra, tivemos duas apresentações musicais do grupo Duas e da Espetacular Charanga do França. Também preparamos uma série de atividades para as crianças e para a comunidade, como brinquedões infláveis, gincana, bingo e distribuição de presentes e cestas básicas.

O último destaque do mês de dezembro foi o TCC nota 10 de nossa colaboradora Gabriele Helena, responsável pela comunicação do São Mateus em Movimento. A Gabi finalizou o curso de jornalismo com um trabalho sobre nossa região, com o título “São Mateus: outras histórias”. O resultado final do TCC é um website cujo objetivo é apresentar ao público histórias de lutas sociais dos moradores do bairro de São Mateus, zona leste de São Paulo.

Gabi TCC Nota 10

Fotos: Tiago Kinzári

Escambo de ideias e intercâmbios na zona leste

O mês da consciência negra é um período de reflexão, dentre outras questões que atravessam a cultura afro-brasileira, acerca das manifestações culturais de matriz africana e sua importância na formação de nossa identidade. Nesse sentido, o São Mateus em Movimento organizou junto com alguns parceiros duas rodas de conversa, ou como preferimos chamar, escambo de ideias: a primeira atividade abordou as trajetórias do HIP HOP, Saraus até os Slams; a segunda  discutiu a dimensão política e territorial existente no Funk.

Quais os paralelos entre o HIP HOP, os Saraus e os Slams. Qual a relação entre essas manifestações culturais? Poesia, ocupação dos espaços públicos, narrativas dos sujeitos periféricos… Essas e outras questões foram abordadas durante o estamo de ideias “Trajetória Poética: Hip Hop, Saraus, Slams”, que contou com a presença dxs poetas, e articuladorxs culturais Lews BarbosaVictória Sales além do Coletivo Perifatividade. A mediação ficou por conta do pesquisador Aluizio Marino. A atividade fez parte da programação da 2ª Mostra Cultural das Periferias Lado Leste (Programação Geral), organizada pelo [FCZL] Fórum de Cultura da Zona Leste com apoio do Movimento Cultural das Periferias.

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Qual a dimensão política do Funk? A partir de roda de conversa com o tema “Funk e Juventude: articulações políticas em territórios periféricos” exploramos essa questão, na intenção de quebrar estigmas e preconceitos… Xs convidadxs que conduziram a troca de ideias foram: Renata Prado (dançarina, apresentadora, produtora da BATEKOO SP e diretoria da Frente Nacional de Mulheres no Funk); Eduardo Brecho (DJ da festa de musicalidade negra “Petróleo” e diretor musical da banda Aláfia) e Severo25 (Dançarino e MC na Família Imperadores da Dança). Ainda no mesmo dia também rolou uma oficina de passinho, ministrada pelo próprio Severo25. A atividade foi fruto de parceria com a Ação Educativa, responsável pelo projeto #juventudecomdireitos, que conta com patrocínio da Oxfam.

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Ainda em novembro o São Mateus em Movimento, em articulação com mais cinco coletivos culturais da zona leste (NoBatente, Love CT, Coletores, Quebrada Instrumental e Okupação Coragem), realizou o evento OCUPA COHAB 2. A proposta  compôs a programação da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo. Em resumo o evento foi uma coprodução entre coletivos culturais que trouxe um dia de reflexão e ação no território da COHAB II – Itaquera, São Paulo. Tudo teve início com uma roda de conversa, “Ocupação cultural e de moradia”, realizada no interior da Ocupação de Mulheres do MTST “Tereza Benguela”. Depois se deslocou para a Praça Brasil (que fica bem em frente a Ocupação),  que se transformou em um palco de diferentes formas de ocupar o território: primeiramente com a performance “Lamaçal de Gente” e para encerrar um espetáculo urbano que agregou música instrumental, videomapping, grafitti, e skate.

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Fomos destaque também na mídia, organizado pelo Catraca Livre, o projeto “As coisas mais criativas do mundo” deu destaque para o São Mateus em Movimento, na matéria comunidade usa criatividade para super ausência do poder público. Outro momento de muita visibilidade foi a participação do coletivo Odisseia das Flores, grupo de mulheres no RAP que compõe a gestão compartilhada do espaço São mateus em Movimento e que realizou recentemente um show no Estúdio Showlivre, compartilhado via streaming nas redes sociais.

De São Mateus pro mundo…

Em outubro nossa quebrada esteve em destaque, inclusive no exterior… Recentemente o nosso parceiro Kadu Braga representou o São Mateus Em Movimento no palco do Congresso FabLearn, na Universidade de Stanford, Califórnia, Estados Unidos.

Com base na experiência do nosso media lab, a fala do Kadu, que leciona aulas de “Letramento Digital” para nossas crianças, foi focada na necessidade óbvia de se democratizar as novas tecnologias em bairros periféricos, assim como São Mateus.

Standfor

As principais ações que desenvolvemos no campo da cultura digital são: oficinas de letramento digital e estímulo ao raciocínio lógico para crianças; workshops avançados para jovens e coletivos culturais; criação e experimentação em audiovisual expandido, sob curadoria do Coletivo Coletores.

Outro reconhecimento das ações desenvolvidas no nosso território foi a presença dos Coletores na XI Bienal de Arquitetura de São Paulo. A obra (R)exista está compondo a mostra Imaginário da cidade que está exposta na Ocupação Sesc, localizada no Parque Dom Pedro II. Inclusive a obra foi destaque em matéria realizada pelo jornal Folha de São Paulo sobre a bienal.

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A presença do São Mateus em Movimento em espaços reconhecidos tem sido notada pela mídia, tanto que fomos convidados pelo pessoal do Catraca Livre para fazer uma matéria especial. Nos representaram o articulador cultural Fernando “Negotinho” e os educadores “Kadu Braga” e Tiago Kinzári. A matéria deve sair em breve e será divulgada em primeira mão aqui no nosso blog 🙂

Catraca

Também em outubro recebemos uma visita muito especial, dos nossos parceiros e vizinhos “CEDECA Sapopemba“. O CEDECA é responsável pelo acompanhamento de jovens e adolescentes em medida socioeducativa em meio aberto, em especial da medida de prestação de serviço á comunidade. Uma das ações envolve um grupo de cinco adolescentes, que está realizando ações no território, utilizando a arte como forma de expressar ideias. O São Mateus em Movimento foi um dos espaços escolhidos para inspira-los.

 

 

Setembro de visitas especiais no São Mateus em Movimento

Diariamente recebemos muita gente boa no nosso espaço, entretanto o mês de setembro foi especial pois em um curto espaço de tempo tivemos o prazer de realizar ricos intercâmbios e trocas com visitantes pra lá de especiais!

No início do mês recebemos a turma do curso de arquitetura da Universidade São Judas Tadeu. Junto aos alunos fizemos um role pela Favela Galeria e compartilhamos um pouco da história do São Mateus Em Movimento e dos coletivos que compõe essa caminhada. Essa atividade fez parte da semana de arquitetura da universidade e teve como objetivo ampliar o olhar dos estudantes sobre a cidade e a produção coletiva nas periferias.

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Diretamente da Bahia o grupo de reggae “Unidade Eu e Eu” trouxe as mais posivitas vibrações para São Mateus. A banda realizou um pocket show em nosso espaço e pode conhecer um pouco de nosso trabalho. Um intercâmbio incrível: música de coração para coração, compartilhamento de sabedoria…

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Outra visita especial foi do grupo de pesquisadores e arquitetos que participaram da caminhada da 11ª Bienal de Arquitetura, uma expedição de 120 km ao redor da cidade, guiada pelo arquiteto Martin Kohler e pelo articulador cultural Tiago Kinzári, foi norteada por pontos pré-definidos como unidades do SESC: Sesc Campo Limpo, Sesc Osasco, Sesc Parque Dom Pedro II e iniciativas comunitárias e de resistência: Espaço Jardim Damasceno, Casa de Cultura Vila Guilherme – Casarão, Ocupação Coragem e nos dias 18 e 19 de setembro o espaço São Mateus Em Movimento.

Bienal

No dia 28 de setembro recebemos em nosso cineclube o coletivo O Combo de Arte Independente, que produziu o longa-metragem “Mais um? Talvez…”; O filme é fruto de um processo de oficinas gratuitas de audiovisual e cinema que contaram com apoio do Programa VAI. Participaram das oficinas jovens e adolescentes de São Mateus e do Jardim Ibirapuera. O longa foi gravado por eles e conta a história de um jovem pai de família desempregado que busca criar seu filho recém-nascido lutando contra os estigmas desiguais da sociedade por ser um ex-presidiário em condicional, descobrindo assim diversos fatores sobre ele mesmo e o seu redor que ele ainda não tinha percebido nem descoberto.

Também em setembro aconteceu mais um ensaio geral, evento musical com a presença de artistas periféricos. Nessa edição contamos com a presença dos rappers Xako, Relatus, Phantom, Beto Bongo, Eliefe Decreto, Negotinho e Jô Maloupas, além dos Djs Batata Killa, Cachorro e do bboy Lean Brown.

As oficinas também estão a todo vapor: violão, flauta doce (musicalização infantil), bateria, capoeira, contrabaixo, raciocínio lógico e letramento digital. Abaixo um vídeo da oficina de letramento digital, em que os alunos construiram a maquete de uma cidade que serviu de suporte para a interação de um pequeno robô.

Fotos: Gyovanna Freire e Rafaela Maiara

10 anos em Movimento

Acabamos de completar 10 anos de trajetória! E não poderia ter sido em melhor estilo… Em parceria com o “Estéticas das Periferias” realizamos uma série de eventos e atividades na região de São Mateus.

O destaque da programação foi a segunda edição do “Breshow”,  projeto criado por Jô Maloupas e Negotinho Rima, com intuito de valorizar as diferenças e a cultura do brechó (no qual é possível adquirir peças com um preço mais acessível). Seu objetivo é trazer para dentro das comunidades diversos temas que envolvem a moda e musica, como: diversidade, genero, sexualidade, empreendedorismo, sustentabilidade e acima de tudo o respeito ao diferente. A pergunta/tema que orientou a segunda edição foi “O QUE TE REPRESENTA?”.

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Ao longo do evento aconteceram workshops/oficinas de customização, maquiagem, cabelo/sobrancelha; pocket shows com Meire D’origemDory de OliveiraOdisseia Das Flores e Banda DaviDariloco; rodas de conversa sobre sexualidade, moda e estilo; desfile de moda com marcas periféricas e como encerramento a apresentação da performer Leandra Gitana.

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Outro importante evento que aconteceu, o “Ensaio Geral”, trouxe para a quebrada uma programação musical diversa. O tradicional evento de rua acontece uma vez por mês na comunidade do Vila Flavia. Não trata-se apenas de um show, mas sim um ensaio aberto, onde existe interação entre os artistas e os moradores. Nessa edição contamos com a presença das bandas/coletivos/artistas: BivoltToroka Eduardo MaiaAndré CausaBiXop & Lena SilvaDugreenAsfixia SocialDonaLaídeMãe da RuaSubstrato e Nazireu Rupestre.

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Como sempre o graffiti se fez presente, a Vila Flávia ganhou mais uma intervenção de alto nível artístico e técnico. Um mural com a participação de dois graffiteiros da região, Cris Rodrigues e Randal Bone. A obra, intitulada “A Vida e sua Bagagem” retrata de forma mágica o peso da vida cotidiana. De acordo com os artistas existe também um dialogo com a arquitetura autoconstruida da casa, assim como boa parte de seus trabalhos pelas quebradas de São Paulo e do Brasil.

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Para finalizar, abrimos o mês de setembro com a “Sexta Jam”. Improviso e construção artística coletiva definiram o evento, na verdade um espaço aberto para artistas, bandas e, principalmente as crianças. A Jam contou com apresentação da MC Soffia e  dos alunos do espaço São Mateus em Movimento, que puderam vivenciar a possibilidade de se apresentar em um ambiente profissional. A atividade contou com a infraestrutura da Carreta da Fundação CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) é um projeto que integrou a o Estéticas das Periferias em 2017.

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Além das atividades destacadas também aproveitamos a parceria com o projeto Estéticas das Periferias  para fortalecer outros coletivos atuantes no território, especificamente a turma do Som na Praça, que ocupa regularmente a Praça do Mascaranhas com a cultura soundsystem, e a Batalha de São Mateus, evento itinerante de RAP organizado pelos MC’s André Causa e Toroka.

 

Fotos: Anderson Costa